10 “Luck Be A Lady”
Guys And Dolls (1955)

Com o diretor Rob Marshall prestes a comandar a nova versão de Guys and Dolls, é o momento perfeito para relembrar a versão original deste clássico musical. A interpretação inimitável de Marlon Brando na canção principal da trilha sonora é um raro exemplo de “speak-singing” na década de 1950.
9 “Moon River”
Breakfast At Tiffany’s (1961)

Breakfast at Tiffany’s está entre as melhores atuações de Audrey Hepburn no cinema, e sua delicada interpretação de “Moon River” ajudou a elevar o filme ao status de clássico absoluto. Hoje, é impossível imaginar o filme sem esse sedutor balada. A canção, escrita especialmente para o filme pelo compositor do tema de Peter Gunn, Henry Mancini, com letras do veterano Johnny Mercer, se tornou o momento definidor da carreira de Hepburn ao longo de seis décadas.
8 “The Trolley Song”
Meet Me In St. Louis (1944)

Executada inteiramente a bordo de um bonde, simbolizando o ambiente acolhedor de St. Louis, Missouri, para a família Smith titular, “The Trolley Song” é uma experiência multissensorial repleta de música onomatopeica e letras que contagiantemente convidam o público a cantar junto.
7 “Supercalifragilisticexpialidocious”
Mary Poppins (1964)
Se “The Trolley Song” utiliza a onomatopeia para fisgar o público, a melhor canção dos irmãos Sherman na Disney usa algo completamente diferente para criar uma das palavras mais longas do inglês. Mary Poppins é outro filme que facilmente poderia ter contribuído com várias canções para esta lista, mas nada no clássico estrelado por Julie Andrews é tão deliciosamente divertido quanto “Supercalifragilisticexpialidocious.”
A canção tem entretido e desconcertado crianças há mais de 60 anos, e não são apenas os pequenos que se encantam com ela. É difícil imaginar qualquer adulto que assista a Mary Poppins sem acabar cantarolando a melodia ou tentando pronunciar essa palavra.
6 “As Time Goes By”
Casablanca (1942)
A versão do clássico jazz “As Time Goes By” apresentada em Casablanca é tão reverenciada na indústria cinematográfica que, até hoje, a Warner Bros. utiliza um trecho da melodia em seu logo animado. A performance de Dooley Wilson na canção é precedida por uma das citações mais marcantes e repetidas do filme.
A frase “Play it, Sam”, dita por Ingrid Bergman, tornou-se imortal, e embora a canção já fosse conhecida nos círculos do jazz desde sua estreia no musical da Broadway Everybody’s Welcome em 1931, foi a versão de Casablanca que definiria o som do romance cinematográfico por gerações.
5 “Do Re Mi”
The Sound Of Music (1965)
De todos os números musicais que definiram o gênero apresentados em The Sound of Music, “Do Re Mi” é, sem dúvida, a mais essencial para transmitir a mensagem sobre o poder da música. Este longa, que é considerado um dos maiores musicais da história, transborda com músicas marcantes inspiradas na verdadeira história da Família von Trapp.
Com suas aspirações educacionais e uma melodia que gruda na cabeça, “Do Re Mi” se tornou um ponto de partida obrigatoriamente adotado em aulas de canto ao redor do mundo. Raramente a música soou de forma tão intrinsecamente ligada ao ambiente natural como na encantadora sequência de homófonos que Julie Andrews habilmente explora.
4 “America”
West Side Story (1961)

Raramente os números musicais transcendem a narrativa do filme para dialogar diretamente com o público sobre questões sociais ou a condição humana. Em West Side Story, a canção “America” é uma dessas excepcionais ocasiões, sendo potencializada por uma das coreografias mais brilhantemente imaginativas na história dos musicais.
3 “Cheek To Cheek”
Top Hat (1935)
Falando em coreografia, ninguém faz isso melhor do que Fred Astaire e sua parceira de dança, Ginger Rogers. Top Hat é considerado um dos melhores filmes do astro, em grande parte devido a esse número lendário que se destaca como o ponto alto da carreira cintilante de Astaire ao lado de Rogers.
2 “Over The Rainbow”
The Wizard Of Oz (1939)
Judy Garland tinha apenas 16 anos quando The Wizard of Oz a transformou em uma megastar global, e “Over the Rainbow” a consagrou como uma das vozes mais icônicas da música moderna. Desde então, essa balada, composta por Harold Arlen e Yip Harburg, ultrapassou os limites dos musicais, tornando-se uma das canções mais populares e reconhecíveis do século XX.
Ao final do filme, “Over the Rainbow” já havia superado o sonho limitado de Dorothy, passando a pertencer a todos nós.
1 “Singin’ In The Rain”
Singin’ In The Rain (1952)

Esta canção está inextricavelmente ligada à evolução do cinema, desde a era do cinema mudo até os filmes sonoros, tanto por sua história – que remonta a 1929 – quanto pelo enredo do próprio filme que leva seu nome. Referenciada em diversas obras, de A Clockwork Orange de Stanley Kubrick a La La Land de Damien Chazelle, “Singin’ in the Rain” se mantém como o número musical por excelência nos filmes clássicos.
Mais do que qualquer outra canção, é impossível imaginar o cinema moderno sem essa icônica celebração da música e da dança.

Adriana Kvits é uma amante fervorosa da cultura japonesa, com um profundo amor por animes e mangás. Sua dedicação em explorar e compartilhar as complexidades dessas narrativas a torna uma voz apaixonada e uma guia confiável no emocionante mundo otaku.



