James Gunn Explica Por Que o Superman Não Pode Ser Todo-Poderoso na DCU
James Gunn recentemente revelou por que optou por não tornar o Superman “todo-poderoso” no novo filme do Universo DC. Seus comentários fizeram com que muitos fãs começassem a imaginar que um projeto envolvendo o Arqueiro Verde pode estar a caminho – e por um bom motivo.
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Agora, o Superman está em cartaz nos cinemas de todo os Estados Unidos. O filme, escrito e dirigido por Gunn, conta com as atuações de David Corenswet como Superman, Rachel Brosnahan como Lois Lane e Nicholas Hoult como Lex Luthor. Essa produção marca um grande passo para o novo Universo DC, que Gunn e o produtor Peter Safran estão construindo juntos.
O universo reiniciado teve início oficialmente no final de 2024 com a série animada Creature Commandos. Após o filme do Superman, o próximo projeto previsto para o Universo DC é a segunda temporada de Peacemaker. Outros títulos, como Lanterns, Supergirl e Clayface, estão programados para serem lançados em 2026.
Em entrevista recente à CBS Mornings, Gunn explicou que não queria que o Superman parecesse um personagem capaz de fazer tudo sem enfrentar desafios. Ele ressaltou que a intenção era evitar que o herói se tornasse exageradamente poderoso, o que poderia fazer com que os outros personagens perdessem importância.
“Há alguns escritores nos quadrinhos, como Grant Morrison, que exploraram a ideia do Superman onipotente e contaram ótimas histórias com ela, mas, para mim, sim. Quando criança, eu preferia o Batman justamente porque o Superman era, por vezes, excessivamente forte. Estamos construindo um universo inteiro de personagens; não queria ter um personagem tão superior que fizesse um cara com arco e flecha parecer desnecessário.”
Os comentários de Gunn levaram muitos fãs a esperarem que o Arqueiro Verde faça uma aparição em breve no Universo DC, já que a referência a “um cara com arco e flecha” remete claramente a Oliver Queen.
Esta não é a primeira vez que Gunn defende a importância de impor limitações ao Superman no universo cinematográfico.
A nova abordagem difere significativamente das representações anteriores. As versões do personagem, tanto a de Henry Cavill no DCEU quanto a de Christopher Reeve no clássico, mostraram um Superman realizando feitos quase impossíveis. Inclusive, o filme de 1978 estrelado por Reeve chegou a apresentar cenas em que o herói, voando em altíssima velocidade, teria inclusive invertido a rotação da Terra. Gunn demonstra total desinteresse em repetir esse tipo de representação.
Em vez disso, o diretor deixou claro que tornar o Superman menos “divino” é uma escolha consciente, que vai além de se encaixar perfeitamente no enredo desejado. Essa decisão também ajuda a tornar o novo Universo DC mais plausível, uma vez que um Superman demasiado poderoso reduziria o valor dos demais heróis.
“Estamos criando um universo completo agora, então o que uma garota com asas vai fazer diante disso? Por isso, ele é um pouco menos poderoso. Guy Gardner é incrivelmente forte. Todos eles têm seus pontos fortes,” explicou Gunn.
Enquanto o Superman continua a ter bom desempenho nas bilheterias, os fãs já aguardam ansiosamente para ver como os outros heróis se encaixarão neste novo universo. Resta saber se o Arqueiro Verde fará parte desse elenco, mas fica claro que Gunn deseja que cada herói, mesmo aquele que empunha apenas um arco e flecha, seja visto como uma parte fundamental deste universo.

Adriana Kvits é uma amante fervorosa da cultura japonesa, com um profundo amor por animes e mangás. Sua dedicação em explorar e compartilhar as complexidades dessas narrativas a torna uma voz apaixonada e uma guia confiável no emocionante mundo otaku.





