Todos os jogos DOOM, em ordem de classificação

Wolfenstein e Duke Nukem

Wolfenstein e Duke Nukem só entraram no gênero FPS a partir do terceiro título. O jogo original ainda se mantém relevante, então não é surpresa que a franquia continue com novos lançamentos. Ao contrário de outras séries, não há um “filho pródigo”, pois todos os títulos de DOOM são bons. No entanto, alguns são melhores que outros e muito mais valem a pena ser jogados. Apenas os jogos principais contam aqui, ou seja, não estamos considerando DOOM RPG, DOOM VFR ou Mighty DOOM.

8. DOOM 2: Hell On Earth

Maior, Mas Não Melhor

DOOM 2: Hell on Earth possui um legado muito maior pelo que fez com a comunidade DOOM do que pelo próprio jogo em si. Entre os pontos positivos de DOOM 2 estão o novo conteúdo, principalmente os inimigos e uma arma inédita. Todos os novos monstros são excelentes – com exceção dos genéricos Hell Knights –, e a Super Shotgun provavelmente é a melhor arma de todo o clássico DOOM. O Arch-Vile tem que ser meu inimigo favorito de DOOM. Infelizmente, a maioria dos níveis é medíocre e extremamente datada se comparada ao que a comunidade DOOM criou desde então.

7. DOOM Eternal

Quanto Melhor Você Está, Pior Fica

O segundo título da série moderna DOOM, DOOM Eternal, tem muitos pontos positivos, mas há um motivo para estar tão baixo no ranking. Inicialmente, os pontos positivos: o design dos níveis é fantástico, com ótimos Easter eggs para descobrir; a trilha sonora é incrível e os Master Levels são um show à parte para os jogadores mais hardcore. A área de hub também é sensacional. Contudo, há dois grandes problemas em DOOM Eternal.

O principal problema está no ciclo de gameplay central – glorificações com kills, rajadas de chamas e o uso incessante da motosserra. Esse ciclo se torna enfadonha depois que você domina o jogo, pois acaba repetindo sempre as mesmas mecânicas. O que torna jogos FPS como DOOM divertidos é a jogabilidade dinâmica, com a troca de armas para se adequar à situação. No entanto, essa mecânica repetitiva acaba limitando a diversidade de ações.

6. DOOM 64

O Primeiro Jogo de DOOM com Clima de Terror

Antes de DOOM 3 apostar em um lado mais focado no terror, existia DOOM 64. A atmosfera, iluminação, visuais e a trilha sonora arrepiante de Aubrey Hodges contribuem para dar a DOOM 64 sua identidade única. O jogo traz uma sensação renovadora quando comparado a outros títulos clássicos de DOOM. Apesar de os mapas serem superiores aos de DOOM 2, eles não atingem o nível de Knee-Deep in the Dead ou The Plutonia Experiment – e é fácil se perder em alguns momentos.

DOOM 64 é um jogo sólido em todos os aspectos, mas por que ele se encontra tão abaixo na lista? Além da nova pegada de terror, não há nada de realmente especial nele – é o clássico DOOM com uma “nova pintura”. Embora eu goste da atmosfera sombria, prefiro os visuais dos jogos mais antigos. Vale lembrar que DOOM 64 introduziu o Unmaker, uma arma secreta excelente, a ponto de ter inspirado o Unmaykr em DOOM Eternal.

5. DOOM 3

A Longa Jornada

A primeira metade deste título é bastante lenta, com uma ênfase maior no terror, mas por volta da metade – e especialmente ao entrar no Inferno – DOOM 3 acelera consideravelmente. Quando você possui todas as armas e o jogo começa a lançar hordas de monstros contra você, ele se transforma em um FPS fenomenal, com uma jogabilidade que simplesmente encanta. É uma pena que leve tanto tempo para chegar nesse ponto. Felizmente, as expansões melhoram essa questão de ritmo, levando a ação intensa de FPS de forma muito mais rápida. Esse título é um jogo de DOOM imperdível, mas é necessário ter paciência para aproveitar tudo o que ele oferece.

4. DOOM: The Dark Ages

Uma Grande Melhoria, Na Maioria dos Aspectos

O mais novo jogo da série, DOOM: The Dark Ages, está à altura das expectativas. The Dark Ages abandona o ciclo de gameplay de DOOM Eternal em favor de um estilo mais tradicional, mas com um toque especial: há um foco significativo no escudo no estilo do Capitão América, que é utilizado para bloquear ataques. Diferentemente de títulos que centravam o combate em mecânicas de “parry” de forma excessiva, DOOM: The Dark Ages utiliza os parries de forma equilibrada.

Os parries são indispensáveis em dificuldades mais elevadas, mas para causar dano suficiente é preciso usar as armas de fato – e há uma variedade enorme de excelentes opções. A campanha é bastante extensa, e assim como em DOOM 3, o ritmo só acelera um pouco depois da metade do jogo. Contudo, diferente de DOOM 3, The Dark Ages diversifica a jogabilidade com seções envolvendo Atlan e dragões. Essas partes, especialmente as com dragões, são muito divertidas, com controles precisos, e certamente merecem um lugar em futuros jogos da série.

Alguns pontos negativos incluem a falta de Easter eggs de qualidade, Master Levels ou uma área central de hub; mas, no geral, DOOM: The Dark Ages supera DOOM Eternal – sem mencionar que desta vez não há um multiplayer medíocre.

3. DOOM 2016

O Jogo Que Colocou a Franquia de Volta no Mapa

A campanha de DOOM 2016 continua sendo um show, mesmo com o lançamento posterior de DOOM Eternal e The Dark Ages. Pode-se argumentar que a campanha deste último título seja superior, mas o motivo pelo qual DOOM 2016 ocupa uma posição mais alta é o pacote completo que ele oferece. Além do divertido modo multiplayer online – que recebeu melhorias significativas desde seu lançamento –, o jogo conta com um modo arcade completo e até níveis bônus que remetem aos estágios do DOOM clássico. DOOM 2016 também apresenta excelentes Easter eggs, e acredito que o design dos níveis supera o de The Dark Ages.

2. Final DOOM

Manda Ver

Como fã de longa data de DOOM, é gratificante ver que a percepção pública sobre Final DOOM se transformou ao longo dos anos. Final DOOM contém dois megawads de 32 mapas cada: TNT Evilution e The Plutonia Experiment. Se The Plutonia Experiment fosse o único megawad incluído, Final DOOM seria, sem dúvida, o melhor jogo de DOOM já criado. The Plutonia Experiment é a melhor campanha do DOOM clássico, com um design de níveis magistral – brutal, porém justo. O jogo atira tantos monstros contra você que é impossível não se apaixonar pelo seu desafio e pela incrível ação de FPS.

1. DOOM 1993

Um dos Maiores Jogos de Todos os Tempos

Algumas séries de jogos, como God of War, nunca conseguem superar o original – e o mesmo se aplica ao DOOM. O DOOM original, especificamente a versão Shareware, é o FPS mais importante de todos os tempos. Knee-Deep in the Dead continua sendo referência no gênero, mesmo frente aos padrões atuais de DOOM. Muitos criadores de mapas iniciantes acabam recorrendo a Knee-Deep in the Dead para aprender como criar mapas de qualidade, o que é um verdadeiro testemunho do feito de John Romero ao desenvolver o Episódio 1 de DOOM.

Ainda me impressiona o quão intemporal é Knee-Deep in the Dead, sobretudo considerando o quão ultrapassados os mapas de DOOM se tornaram com DOOM 2 e TNT. Em retrospectiva, liberar os melhores níveis do jogo gratuitamente pode não ter sido a melhor ideia, já que na época muitos nem se preocupavam em adquirir o título completo. Contudo, foi graças a esse lançamento Shareware de nove mapas que DOOM mudou o cenário dos jogos FPS para sempre.

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