Pokémon quase terminou com a morte de Ash, mas uma coisa impediu que o anime marcasse os fãs para sempre

Takeshi Shudo foi o roteirista principal das cinco primeiras temporadas de Pokémon, bem como o autor dos três primeiros filmes. Apesar de ter falecido tragicamente em 2009, ele deixou um vasto acervo de informações sobre sua passagem pela série e planos não desenvolvidos registrados em seu blog. Esses posts foram posteriormente traduzidos e revelaram algumas surpresas.

Os Dois Finais Propostos para Pokémon Eram Surpreendentes

Rebeliões em Pokémon e um Ash Ketchum Envelhecido Estariam Reservados

De acordo com o material traduzido hospedado no Lava Cut Content, Shudo havia idealizado duas abordagens bem diferentes para o final da série, caso ele ainda estivesse por perto. Ele afirmava saber que esses finais dificilmente seriam aceitos pelos responsáveis pela franquia, mas não via outra forma de encerrar Pokémon.

No primeiro e mais conhecido final, os Pokémon acabariam percebendo que não eram apenas parceiros, mas sim escravos, fazendo com que o Pikachu de Ash liderasse uma rebelião contra a humanidade. A Equipe Rocket, com Meowth atuando como tradutor, tentaria intervir, mas somente agravaria o desastre.

Outro Final Focado em Ash

No segundo final, o foco se voltava para Ash. Já idoso, ele relembraria os bons momentos de sua juventude, aos 10 anos, e constatar que o restante da sua vida fora relativamente vazio. Ao se deitar, Ash acordaria novamente com 10 anos, revivendo o primeiro dia de sua jornada.

Empolgado com essa segunda chance, ele partiria em uma nova aventura em busca de autoconhecimento, deixando de lado a obsessão por capturar Pokémon.

Contrastando o Final Proposto por Shudo com o Real Final de Ash

O Final de Shudo para Ash Foi um Pouco Pesado para um Programa Infantil

Ambos os finais de Shudo encerravam a série de forma definitiva, sem deixar espaço para continuidade; o segundo, inclusive, sugeria que a nova jornada de Ash poderia representar sua vida após a morte. No que diz respeito ao personagem, há semelhanças entre a visão de Shudo e o desfecho real do anime.

No desfecho verdadeiro, Ash passou boa parte do episódio final refletindo sobre seu sonho de se tornar um mestre e o significado disso. No fim, ele concluiu que não eram as batalhas ou a captura de Pokémon que realmente importavam, mas os laços construídos ao longo de sua trajetória, tanto com pessoas quanto com os Pokémon.

Esse encerramento reforçou os temas da série, destacando a importância de relações genuínas e o valor intrínseco desses vínculos. Tanto o final proposto por Shudo quanto o real concluíram com Ash partindo para uma nova jornada, ainda que essa aconteça fora dos holofotes. O final idealizado por Shudo, no entanto, apresenta uma carga emocional mais pesada, ao sugerir que o auge de Ash teria sido aos 10 anos.

Embora as chances de qualquer um desses finais terem sido adotados fossem remotas, o fato de o roteirista principal ter considerado tais possibilidades de forma tão séria torna essas ideias dignas de reflexão. Como seria lembrado Pokémon se Shudo tivesse a última palavra? Talvez o mundo nunca saiba, mas é, sem dúvida, um pensamento fascinante.

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