O futuro distópico de Star Trek só pode ser salvo pelo capitão James T. Kirk

Antes de discutir a última edição de Star Trek: The Last Starship, que apresenta uma intensa e sombria batalha entre a única nave-estelar remanescente da Federação, a U.S.S. Omega, e um grupo de naves klingon, é importante destacar que o cenário futurístico descrito nesta edição é, de fato, distópico – mas isso se deve a uma situação muito incomum, já estabelecida como parte do cânone de Star Trek.

Em Star Trek: Discovery, os heróis viajam para o futuro e descobrem que algo chamado “The Burn” devastou a Federação e a Frota Estelar, sendo que somente no século 32 a Frota e a Federação renasceram. Agora, tudo parece promissor, cenário que será explorado na nova série de TV Star Trek: Starfleet Academy, que detalhará a reconstrução da Frota Estelar.

Capa de Star Trek: The Last Starship #2

Kirk aguardando um julgamento

Como muitos fãs se recordam de Star Trek VI: The Undiscovered Country, quando o Império Klingon se viu praticamente forçado a colaborar com a Federação após a destruição de uma de suas luas em um acidente de mineração, nem todos os klingons estavam dispostos a aceitar essa conjuntura sem lutar. E é exatamente isso que ocorre agora, após o devastador “Burn”.

O Império Klingon, enfurecido por ter selado um tratado com a Federação por tantos séculos – que acabou trazendo morte e destruição para inúmeros klingons – decide atacar a Federação, aproveitando-se de um cenário em que cada um precisa lutar por si após a destruição do motor de dobra entre planetas. Em meio a esse caos, quem poderá deter os klingons?

Capitão Kirk com olhar severo

Como James T. Kirk se encaixa nessa situação?

No desenrolar dos eventos, quando a batalha com os klingons pega todos de surpresa – a ponto de perdemos um dos novos tripulantes que acabávamos de conhecer – fica claro que a tensão é insuportável para a maioria da tripulação. Eles precisam de um guerreiro experiente. E é aí que entra James T. Kirk. O final da edição é marcante, ao ver Kirk se apresentando para o serviço, pronto para o combate.

Esse momento reforça o fato de que Kirk sempre esteve disposto a enfrentar os klingons, mesmo em Star Trek VI. Ele teve que lutar contra seus próprios instintos e aceitar o tratado de paz, mas agora, com a Frota Estelar tão amada envolvida em outro conflito, Kirk se sente exatamente onde pertence. Após ter sofrido perdas incomensuráveis, ele está mais do que preparado para retribuir o ataque com todas as suas forças.

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