Há 9 anos, a série de ficção científica de sucesso da Netflix atingiu seu auge com este episódio (e talvez nunca mais seja superada)

9 Anos Atrás, Episódio do Sucesso de Ficção Científica da Netflix Atingiu Seu Auge (& Pode Nunca Ser Superado)

Há nove anos, um episódio de um sucesso de ficção científica da Netflix atingiu seu ápice e pode nunca ser superado. Começando com um episódio que nenhum espectador consegue esquecer, Black Mirror se consagra como uma das melhores séries de ficção científica do século XXI. Cada episódio leva o público a uma nova jornada por um pesadelo distópico – de bicicletas ergométricas que geram eletricidade até tecnologias capazes de reproduzir todo o seu passado. Um dos episódios que merece ainda mais elogios e atenção é “Playtest”. Lançado na terceira temporada, o episódio mostra a intensa descida à loucura de Wyatt Russell em uma experiência de realidade virtual que beira o terror.

A terceira temporada é frequentemente considerada a melhor da série, com episódios como San Junipero e Shut Up and Dance figurando entre os favoritos. Embora “Playtest” não provoque tantas reflexões quanto os dois anteriores – especialmente Shut Up and Dance, que deixou o público simultaneamente enojado e satisfeito – ele se destaca pelo foco no horror, explorando medos ligados à tecnologia e à evolução dos jogos.

Cooper testando realidade virtual em Playtest

Lembra do Pokémon GO? Embora o jogo ainda exista, houve uma época em que dominava a atenção mundial. Em 2016, pessoas se reuniam em locais inusitados, deslizando seus telefones na busca por personagens virtuais que só apareciam nas telas. Um dos primeiros exemplos de jogo de realidade aumentada com impacto global, Pokémon GO encontra em “Playtest” – lançado alguns meses depois, em outubro daquele ano – um reflexo dessa nova realidade.

Playtest: Um Reflexo do Capitalismo e da Conexão

Cooper sendo testado em um jogo de realidade aumentada no episódio Playtest

Quase todos os episódios de Black Mirror refletem aspectos da sociedade moderna – das redes sociais à inteligência artificial, passando pela privacidade. Em “Playtest”, o foco se volta para a indiferença corporativa em relação aos consumidores e sujeitos de pesquisa. O CEO da empresa, Shou, encara a morte de Cooper como um mero contratempo operacional: identifique o corpo, descarte-o, colete os dados e siga em frente. Com autorizações assinadas, a companhia se exime de qualquer responsabilidade, deixando claro que vidas perdidas são apenas danos colaterais na busca pelo sucesso do produto.

Black Mirror e o Lado Sombrio dos Video Games

Não há como negar a popularidade dos videogames, mas é instigante analisar esses episódios no contexto da evolução dessa mídia. Da era dos jogos mais simples até os dias atuais, a indústria passou por mudanças dramáticas. Cada vez mais imersivos, os jogos agora incorporam realidade virtual (VR), realidade aumentada (AR) e até inteligência artificial, abrindo um leque quase infinito de possibilidades para o futuro. É natural que os jogadores se sintam, ao mesmo tempo, entusiasmados e apreensivos com todas essas transformações. Por um lado, uma experiência de jogo como a de “Playtest” proporcionaria uma imersão sensorial total. Por outro, ficar preso num ambiente com um chip no pescoço, forçado a encarar todos os medos imagináveis, foge completamente do conceito de entretenimento.

Poster ilustrativo do episódio

Data de Lançamento: 4 de dezembro de 2011

Rede: Channel 4, Netflix

Showrunner: Charlie Brooker

Diretores: Owen Harris, Toby Haynes, James Hawes, David Slade, Carl Tibbetts, Ally Pankiw, Bryn Higgins, Dan Trachtenberg, Euros Lyn, Jodie Foster, Joe Wright, John Hillcoat, Sam Miller, Tim Van Patten, Uta Briesewitz, Colm McCarthy, Jakob Verbruggen, James Watkins, John Crowley, Otto Bathurst, Anne Sewitsky, Brian Welsh

Roteirista: Jesse Armstrong

Elenco

  • Cristin Milioti / Nanette Cole
    Cristin Milioti / Nanette Cole
  • Wyatt Russell
    Wyatt Russell (Cooper)

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